'... o fotógrafo entrega ao objeto interessante a sua fotografia. Muitos fotógrafos agem como caçadores de objetos interessantes, como se isso fosse fotografar, e as fotos resultantes dessa caçada pouco mais contém que próprio objeto. Quem fez a foto? O objeto? ...
... parece haver na fotografia uma polaridade. Um dos pólos é o objeto, o referente. O outro o ato fotográfico. Nesses casos, temos um referente ativo em demasia, e um ato fotográfico apassivado. Muitas fotografias são assim. Não notamos nelas uma narrativa consistente, um ponto de vista, algo que só esteja na fotografia, não esteja no objeto. O que há nessas fotografias é o mesmo que havia lá fora da câmera escura.
Um fato pode ser contado de muitas maneiras, e todos conhecemos bons contadores de casos. O mesmo caso pode ser maçante ou interessante, dependendo de quem conta. Assim também na fotografia. É na narrativa que a fotografia ganha autonomia e torna-se diferente de uma pura reprodução de algo.'
- Ivan de Almeida.
... é subverter a objetividade da 'vista'! Demaaaais!!!!!
:: Lilith La fay 18:53 [+] ::
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o amor que tenho é um monte
subo nele prá ver longe
de lá eu vejo
longe longe longe
meu desejo
sem razão
tenho razão
- sim, senhora,
o amor é a ponte!
:: Lilith La fay 23:46 [+] ::
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